Quem não vai passar o Réveillon no litoral ou não terá férias no início de 2019 pode aproveitar um pouquinho do que a praia oferece em Curitiba mesmo. No Parque Passaúna, o serviço de locação de pranchas e caiaques oferecido pelo Passaúna Paddle Club permite que atletas e iniciantes pratiquem stand up paddle, caiaque e canoa havaiana nas águas da represa e se exercitem ao mesmo tempo em que mantêm contato com a natureza. Apesar de não ser possível nadar nas águas do parque, a prática esportiva dá uma sensação praiana ao local.

Há cerca de três anos Kamilly Magno e o marido Naideron Júnior (que também é fotógrafo) estão à frente do negócio, que nasceu de uma paixão do casal. “Nós praticávamos stand up paddle há alguns anos e, em uma viagem para Florianópolis, conhecemos a canoa havaiana. Decidimos comprar uma junto com alguns amigos e passamos a locar ela no parque como forma de somar no pagamento das prestações”, lembra Kamilly. Depois disso, o casal assumiu o ponto no parque e ampliou a oferta de equipamentos, incluindo as pranchas de stand up paddle. “Depois de um tempo, as pessoas começaram a pedir muito pelos caiaques, com os quais também passamos a contar”, acrescenta. 

Hoje, cerca de 12 pranchões, oito caiaques e cinco canoas havaianas estão à disposição dos clientes para locação mensal, por hora ou por passeio (no caso da última). Além dos equipamentos, o aluguel inclui remos, colete salva-vidas e instruções de remada para que quem é iniciante possa desfrutar e aprimorar a prática. 

Os aluguéis variam de R$ 40 a R$ 100, de acordo com o tipo de equipamento e fechar a locação é bem simples. Baste preencher um cadastro para sair remando. Segundo Kamilly, qualquer pessoa pode praticar as modalidades. Para quem sofre de labirintite ou sente tonturas frequentes, ela recomenda o caiaque, que oferece mais estabilidade em relação ao pranchão de stand up paddle. 

“É obrigatório o uso dos equipamentos de segurança e todas as pessoas são instruídas sobre como entrar na água. Também por questões de segurança, é liberada uma pessoa por prancha. A exceção é para as crianças de até oito anos, que são liberadas para irem sentadas com um adulto na prancha”, explica. 

Remar é preciso 

Se engana quem pensa que são poucos os adeptos das modalidades na cidade. Só para se ter uma ideia, na manhã deste domingo (30), quando a reportagem visitou o parque, era grande a procura pelos caiaques e praticamente todas as pranchas de stand up paddle estavam locadas.

Uma delas era utilizada pelo empresário João Rodrigues Guerra, que vai ao parque com a família cerca de duas vezes por mês para remar no stand up paddle, esporte que pratica há dois anos. “Minha filha tem uma prancha, mas eu alugo a minha aqui. Os equipamentos são bacanas, o pessoal é atencioso e o preço é justo e compatível com o serviço”, avalia. “É uma forma de exercitar o corpo todo, de desestressar, esquecer do dia a dia”, recomenda.

Mesma opinião tem a consultora de moda Deborah Vons. Praticante da remada há quase dois anos, ela começou no stand up paddle por orientação médica depois de ter vencido seu terceiro câncer. “Meu médico disse que eu precisava de uma atividade física mais intensa do que a caminhada que praticava. Algo que levasse meu corpo a um começo de exaustão. Eu não gosto de academia, então pensei: ‘vou no Passaúna”, lembra. 

Dois meses depois de se aventurar no pranchão, Deborah conheceu a canoa havaiana, que se tornou sua paixão. Remando sozinha ou em grupo (as canoas têm modelos que acomodam de um a seis praticantes simultaneamente), ela pratica a modalidade seis vezes por semana no parque, além de fazer longas travessias em mar aberto. “É um ressignificado. Estar em contato com a natureza, sempre na água e em silêncio. Considero uma forma de meditação e é um privilégio ter acesso a isso na cidade”, destaca. 

Mesmo tendo sua canoa própria (e individual), a consultora continua usufruindo dos serviços do Passaúna Paddle Club, onde contrata o serviço de “guarderia”, para guardá-la quando está fora d’água, e é mensalista para a prática da canoa havaiana em grupos (de até seis pessoas). “É fantástica a possibilidade de se fazer na cidade essas atividades que são de mar”, reforça. 

Estrutura

Além dos equipamentos, Passaúna Paddle Club conta com toda a estrutura necessária para que os clientes possam se preparar para as práticas esportivas. Isso inclui vestiários feminino, masculino e PNE, armários e loja onde são comercializados de bonés e camisetas com proteção UV a capinhas para celulares e botas de neoprene. 

O Passaúna Paddle Club funciona diariamente das 8h30 às 20h (com saída da última locação às 19h), inclusive nos finais de semana.

Confira a tabela de valores: 

Stand up paddle 
2ª a 6º-feira: R$ 40 (por hora)
Sábados, domingos e feriados: R$ 50 (por hora) 

Canoa Havaiana  
2ª a 6º-feira: R$ 30 (por pessoa)
Sábados, domingos e feriados: R$ 50 (por pessoa)
Há canoas para até cinco ou até 11 pessoas (no modelo catamarã). Os passeios duram cerca de 1h30 e precisam ser agendados com até um dia de antecedência. 
 
Treinos: 
Plano anual: R$ 130 (por mês)
Plano mensal: R$ 250
Remada livre, sem limite de horas     

Caiaque
2ª a 6º-feira: R$ 40 (por hora, caiaque simples, para uma pessoa); R$ 60 (por hora, caiaque duplo); R$ 80 (por hora, caiaque triplo) 
Sábados, domingos e feriados: R$ 50 (por hora, caiaque simples, para uma pessoa); R$ 80 (por hora, caiaque duplo); R$ 100 (por hora, caiaque triplo)

Plano mensal - stand up paddle ou caiaque 
R$ 200 (para 8 horas mensais, por pessoa) 

Guarderia
Pranchas: R$ 150 (mensalidade do plano anual) ou R$ 200 (mensalidade avulsa)
Caiaques: de R$ 200 a R$ 250 (mensal, de acordo com o equipamento)   
 
Mais informações: www.passaunapaddleclub.com