Você vai identificar as fotos do Instagram de um amigo, certamente. Textos afixados em cartazes e objetos que compõem a exposição “Não Está Claro Até Que a Noite Caia”, da Juliana Stein, em cartaz no MON e que fez parte da Bienal de Curitiba 2017, invadiram as redes sociais dos expectadores que visitam a mostra.

Reconhecida pelo trabalho fotográfico, Juliana articula de forma sui-generis e enigmática, a relação com a imagem e o ato de ver. Frases como “sente mas não sabe que sente então não sente”, “se eu pudesse ler os meus pensamentos” e palavras que impactam, como “infalível e “oops”, provocam todos que passam pelo local.

A exposição é pura poesia visual e explora a relação entre as palavras e imagem por demio de indaçações como existe uma imagem para cada palavra? Existe uma palavra para cada imagem?

Assim como as letras, a fotografia tem caráter de traço e ainda traz mais um componente que não poderia faltar: luz. Painéis que imitam cílios, a escrita “nós” e mostram um relógio “00:00”. Para os expectadores, uma diversão a mais: as próprias imagens que surgem a partir da observação.

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