Eles tiram coelhos das cartolas, desaparecem e levitam, fazem pombos voarem de dentro de lenços, serram suas parceiras ao meio e descobrem o que você está pensando.Neste final de semana, dias 23 e 24 de setembro, mágicos e ilusionistas de vários estados brasileiros se apresentam no 16º Festival de
Mágicas, no Teatro Regina Vogue.

O festival acontece ininterruptamente em Curitiba desde 2002 e é promovido pela a Associação dos Mágicos do Estado do Paraná (Magipar). Neste ano, o destaque internacional é o ilusionista moçambicano Timba. Além do artista africano, algumas das trações são bastante conhecidas como os mágicos Spigolon ou João Vinícius que costumam se apresentar em programas de tevê.

“Os espetáculos são sempre diferentes. Assim, o público não verá repetição de mágicosou de truques”, destaca José Barbosa, diretor artístico do festival. Ele conta, ainda, que os shows são recheados de mágica e humor, em uma programação ideal para todas as idades. “São espetáculos que não dão nem tempo de piscar”.

De acordo com Barbosa, há uma nova geração de profissionais, que deixam de lado o tradicional uso de grandes aparelhos, como as caixas, nas quais as ajudantes de palco costumam entrar e assustar os espectadores ao aparecerem partidas no meio. É a mágica de close-up. “Ela se utiliza de pequenos objetos, como cartas de baralho, e capta a atenção momentânea do espectador”, explica o diretor artístico.

A tecnologia e as mágicas de grande ilusão também estão presentes em alguns espetáculos, mas “normalmente são truques importados”, ressalta Barbosa. Para ele, “a mágica tradicional ainda é a que mais impressiona, principalmente as crianças”.