Uma grande mostra de arte contemporânea chinesa é o carro-chefe da Bienal de Curitiba ’17, que começa neste sábado (30) com uma solenidade no Museu Oscar Niemeyer (MON). As exposições da Bienal serão abertas à visitação pública a partir de domingo (1° de outubro).

Esta edição do evento, criado em 1993, tem “sotaque” chinês. Em 2017, a China é o país homenageado e a presença da cultura chinesa é marcante tanto no conceito da curadoria quando nas exposições de maior destaque da Bienal.

A maior exposição é um panorama da arte contemporânea chinesa chamada “Vibrations” montada no "Olho" e nos jardins do MON. Segundo os representantes do CAEG (Grupo de Arte e Entretenimento Chinês, na sigla em inglês), a entidade estatal que trouxe as obras e os artistas para cá, esta será a maior mostra de arte chinesa já trazida para a América Latina.

Entre os artistas que a compõem, destaca-se Chen Wenling, vencedor do Leão de Outo da Bienal Internacional de Veneza. A exposição tem curadoria de Fang Zhenning e Liu Chufeng. A presença chinesa também influenciou a curadoria do evento que, neste ano, está dividida entre 28 curadores diferentes.

A concepção geral, porém, foi criada pelo crítico e pesquisador de arte contemporânea Ticio Escobar, que batizou a Bienal de “Antípodas – Diverso e Reverso”. Um dos fundadores da Bienal em 1993, o paraguaio Ticio explica que a ideia nasceu do fato de que, geograficamente, a China e o cone sul da América são “antípodas” - os pontos radicalmente mais opostos do mundo – que se encontram através da arte.

“A ideia central é a diversidade. Seja de regiões, de culturas e maneira de ver o mundo, de linguagens, de espaços e dos meios técnicos... É uma experiência de uma curadoria horizontal. Cada curador terá total liberdade para cuidar das questões que quiserem. São várias curadorias em torno de uma ideia. É um formato inovador”, explica Ticio.

Há outras duas mostras de artistas chinesas, uma no Museu Metropolitano de Arte (MUMA) e outra no Palácio Iguaçu, sobre arquitetura contemporânea, que se propõe a confrontar as diferenças do urbanismo ocidental e orientação. A cidade de Curitiba ainda ganhou um presente do governo chinês, uma estátua de bronze fundido do filósofo Confúcio.

Mostras reúnem artistas de 43 países

Mas nem só de cultura e arte chinesa viverá a Bienal de Curitiba. Ao contrário, artistas de 43 países terão obras expostas nos mais de 100 espaços, entre museus, galerias e espaços públicos e privados que vão abrigar a Bienal.

Segundo o diretor da Bienal, Luiz Ernesto Meyer Pereira, a ideia e espalhar arte pela cidade inteira, de uma maneira com que a cidade possa se integrar a Bienal. “Vamos ter arte em todos os lugares e momento nestes cinco meses. Na edição passada, tivemos cerca de um milhão de visitantes. Neste ano, esperamos aumentar este número com visitantes de todo o mundo”.  

Além da programação em Curitiba, há dois espaços em Florianópolis, dois espaços culturais na Argentina (em Buenos Aires e Mar Del Plata) e também no Paraguai. A programação completa da Bienal pode ser encontra no site oficial do evento.