Quatro momentos fundamentais da história de 50 anos do Balé Teatro Guaíra (BTG) serão revividos entre os dias 3 e 12 de maio.

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A Mostra de Repertório começa com A Sagração da Primavera, do compositor russo Igor Stravinsky, que representa o marco do início da modernidade no século 20, encenada pelo BTG em 2013. Serão duas apresentações nos dias 3 e 4 às 20h30 e 5, às 19h, acompanhadas pela Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).  No dia 8 de maio será levado o balé da Ópera Carmen, às 20h30. A montagem foi o sucesso mais recente do BTG, em uma temporada no ano de 2017.

O grupo recua vinte anos no tempo para recriar nos dias 11, às 20h30, e 12, às 19h, a marcante coreografia de O Segundo Sopro, carinhosamente chamada de Balé das Águas. A montagem estreou em 1999, com direção, à época, de Roseli Rodrigues.

O espetáculo foi o primeiro do BTG a usar o elemento água, fazendo chover no palco do Guairão.Os ingressos vão custar R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

A cereja do bolo fica reservada para o das apresentações. Antes de cada espetáculo, o grupo vai mostrar duas cenas do balé O Grande Circo Místico, criado em 1983 especialmente para o BTG por Chico Buarque e Edu Lobo.

Com a coreografia original, serão duas cenas por dia, o dueto Beatriz e o movimento final, peça que talvez tenha sido a mais marcante de toda a trajetória do grupo.

Trajetória

A bailarina Cintia Nápoli era do corpo de balé em 1983 e hoje é a diretora do BTG. Segundo ela, a sequência dos espetáculos formam uma narrativa da história do corpo do balé. “São peças que mostram o caminho de transformação da linguagem da dança. Há nuances de dança moderna, com dança contemporânea e também, no caso de O Segundo Sopro da mistura do clássico com a coisa do jazz sincopado que estava em voga na época”, explica.

Além da mostra no palco, as comemorações envolvem uma exposição com fotos, figurinos e documentos importantes na história do BTG.“Para mim, entrei aqui na década de 1980, está sendo emocionante acompanhar como a dinâmica da história, da cultura e da política foram transformando o BTG até a posição de resistência que ele ocupa hoje”, observa Cíntia.

Vitor Rosa, bailarino do BTG desde 2017, disse que para ele e os colegas é um desafio revisitar momentos importantes  mantendo o padrão de qualidade.“A gente esta encarando como uma homenagem à história da dança e a de quem nos precedeu aqui. Ainda que a gente não tenha participado das montagens originais, elas fazem parte do nosso imaginário e nos conectam com todos que vieram antes de nós”, disse.

Para a diretora do Centro Cultural Teatro Guaíra, Mônica Rischibieter, a retrospectiva “é a hora de olhar para trás e andar para frente”. “Nos dá força para seguir adiante com a bagagem que a gente já tem. A história do Balé Guaíra é uma trajetória impressionante e merece que todos nós possamos para refletir sobre ela e aplaudí-la”.