O sucesso de bilheteria Pantera Negra não deixou a desejar nas sessões dos cinemas do Shopping Palladium, em Curitiba, nesta tarde de sábado (24). O filme que conta a história do reino de Wakanda teve 1,7 milhões de espectadores brasileiros já no final de semana de estreia, e continua liderando as bilheterias desde então. O Guia Gazeta do Povo foi conferir as reações do público a um dos filmes mais aguardados do ano.

O estudante de 16 anos Luiz Gustavo Gonçalves Costa e Silva estava na expectativa para assistir ao filme pela primeira vez. Ele foi ao cinema sozinho para garantir que ia assistir à sessão com atenção — afinal, é fã dos quadrinhos do Pantera Negra há cinco anos. Apesar de ter o Lanterna Verde como herói preferido, é o vilão de Pantera Negra, Killmonger (interpretado por Michael B. Jordan), que inspirou o novo corte de cabelo de Luiz. Para ele, as expectativas estavam altíssimas. "É a primeira vez que tem um filme de um herói negro no cinema, para todo mundo ver. Isso contou bastante. Eu gostei dele porque ele traz essa diferença de que a África é uma utopia. É o lugar mais rico do mundo, que é o que poderia ser", explica.

O casal Camila Gonçalves, 18, e Wilson Rocha, 19, pegou a primeira sessão do sábado no UCI Palladium para conferir a trama. "É diferente do que a Marvel costuma fazer, porque o universo é outro, e porque mostra uma cultura que não é a americana — incluindo os atores", explica ela. "Bacana eles terem trazido a galera que não é americana em si pra fazer papel de pessoas que são da África. É difícil a gente ver no cinema eles trazendo essa cultura africana". Para Rocha, o roteiro é interessante pois não ficar apenas em cenas de ação, mas expande o universo para discussões políticas. "A gente até esquece que é um filme de super-herói pela forma como eles tratam a política", conta. 

Representatividade negra

O filme de Pantera Negra tem ganhado muita visibilidade por se tratar do primeiro filme que tem um elenco majoritariamente negro. No entanto, os pontos de vista sobre o quanto isso impacta no roteiro são divergentes. A família de Odair Soares das Neves foi em peso assistir à sessão no IMAX, e o filme dividiu opiniões. Enquanto Odair e a esposa, Makelli Gaveliki, não acharam que o fato pesou na história, a filha Milena já achou diferente. "Cada um tem sua história, e esse teve movimento pela cultura africana", afirma. "Tem uma tecnologia diferente mas acaba sendo da mesma linha [de outros filmes da Marvel], na verdade", afirma Odair. "Mas no meu ponto de vista, não muda nada", explica. 

Não deixar passar mais um lançamento de super-heróis foi o que motivou Cristiano Santos, sua esposa, Janaina Santos e sua irmã, Clayton Barbosa. "Se você vem ver um filme você se apaixona porque são muito bem feitos!", comenta Clayton. Para eles, o segredo filme é um bom roteiro, seja da Marvel ou da DC Comics. "Eu tenho um herói preferido de cada um, mas o que me faz gostar é a história, mesmo", conclui Cristiano.