Alguns endereços parecem ter sua própria vocação histórica: nasceram para ser bares, baladas e receber o povo. O Guia da Gazeta do Povo + Clube faz uma lista de quatro bares e baladas históricos que já fecharam, mas se transformaram em outros que seguem aberto no mesmo endereço:

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Era a Rainha Careca hoje é o Sheridans

Na primeira encarnação era um piano bar ao estilo londrino. Foi com essa ideia que Fábio Luiz Pimentel trouxe na bagagem quando voltou da capital inglesa e com dois amigos, abriu o bar Rainha Careca, em 1979 – uma homenagem à Rainha Elizabeth Primeira.

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Em pouco tempo, o bar virou uma das casas esfumaçadas do rock em Curitiba, com bandas como Blindagem e Beijo AA Força no palco e muitas novidades em fitas K& vindas “de fora”. O bar encerrou seu ciclo e fechou em 1987

No mesmo imóvel, na rua Bispo Dom José, no bairro do Batel, hoje está instalado o Sheridan’s Irish Pub. Aberto em 2004, o primeiro de uma série de pubs que abriram em Curitiba com inspiração na boemia gaélica, desde a decoração até seu menu, com grande variedade tanto em pratos quanto em cervejas. Na programação musical, dos clássicos do rock internacional até sucessos recentes e música nacional.

Era o Alles Bier e hoje é o + 55

Hoje em dia parece a coisa mais comum do mundo, mas no final dos anos 1990 a choperia Alles Bier foi revolucionário em Curitiba, pois a casa, além de produzir a própria cerveja deixava uma torneira aberta em cada mesa das quais os clientes se serviam mediante o pagamento de uma consumação. A casa ainda tinha um bom restaurante e pista de dança, mas ou pouco.

Depois de algumas mudanças de nome, o endereço da Vicente Machado, 866 reabriu em 2013 com o nome de +55, e um conceito de bar-restaurante, com muito cuidado com boa musica, cardápio amplo e bem pensado de cozinha, horários flexíveis (abre nas noites de domingo e segunda-feira, por exemplo) e uma dos melhores espaços para show da cidade.

Era o Motorrad e hoje é o Peppers

O Motorrad foi uma das casas que melhor abrigou o rock produzido em Curitiba, durante um período especialmente fértil desta produção, na primeira metade da primeira década deste século. A casa de esquina era um bar “raiz” com palco baixo, balcão de madeira e preços acessíveis. Bandas como a Relespública, os Feichecleres, Mordida, Poléxia e outras faziam a alegria do povo quase todas as noites. Em 2008, o bar fechou.

Alguns anos depois, a estratégica esquina da Trajano Reis com a Inácio Lustosa reabriu como que usou a mesma vibe e disposição da antiga casa, mas deu uma boa remodelada na estrutura. O Peppers, porém, mantem o palco para shows ao vivo de rock e pop e festas aos fins de semana.

Onde era a Kony's hoje é o Hard Rock Café

Houve um tempo em que a Kony’s Night Club era a maior balada de Curitiba, mais ou menos entre 1996 e 2000. A casa ampla na esquina das ruas Comendador Araújo e Buenos Aires trouxe “tendências” inovadoras da noite daqueles dias românticos.

Foi na Kony’s que maiores de 16 anos e menores de 18 começaram a poder entrar (mas não beber), foi lá também que aconteceram muitas festas temáticas que viraram moda como anos 1970, foi lá que se institucionalizou a entrada free de mulheres até meia-noite, entre outras inovações tudo ao som do DJ Ricardo Castor.

Mas a noite e os costumes mudaram, a Kony’s fechou, uma churrascaria abriu no imóvel que depois ficou fechado até ressurgir como a franquia curitibana do Hard Rock Cafe. Aberto em 2015, é a única unidade da marca em operação no Brasil.

A grande atração da casa é a memorabília do rock pendurada nas paredes como uma caixa de bateria de Keith Moon, do The Who, o baixo Fender Jazz, de Sting, o disco de platina dos Rolling Stones, do álbum Some Girls (1978) entre outras.

São três pisos de sensações baseadas na música, criando uma atmosfera para apaixonados pelo rock e gastronomia. O menu conta com entradas, saladas, hambúrgueres, pratos principais, sobremesas, cafés, cervejas e drinques.